Tensão Pré-corrida de Taxi

Por que será que pegar taxi em um lugar desconhecido sempre gera um desconforto, um medo de ser passado para trás? Pode ser em Porto Alegre ou Kota Kinabalu, o turista sempre fica com receio, pois as histórias de horror se multiplicam.

Parece que nossa cidade se deu conta de que estamos sujeitos a esse tipo de situação durante o Mundial de Atletismo de 2013, quando alguns turistas infelizmente viraram manchete graças à ganância de alguns motoristas.

A mim também entristece que espertalhões tentem tirar vantagem de turistas que, por não conhecerem a cidade ou nossa língua, ficam à mercê da (falta de) honestidade de outrem.

Acontece que muitos não se dão conta que esta é uma prática mundial. Sei que tem muito profissional honesto, mas  graças aos oportunistas de plantão os taxistas têm uma má reputação em quase qualquer lugar. Alguns incidentes ocorridos com o pessoal aqui de casa:

– Minha tia foi visitar meu irmão no Rio de Janeiro e pagou $120 por uma corrida que normalmente custa $50. Nas subsequentes visitas que meu irmão recebeu, ele resolveu que iria até o aeroporto (ele não tem carro) buscar turistas inexperientes e assim lidar ele mesmo com os taxistas.

– Quando cheguei no aeroporto de Roma, um cara me atacou já na retirada das malas na esteira mesmo, trancou minhas malas em seu carro e começou a negociar o valor da corrida sob meus protestos. Só depois de muito bate-boca em uma língua que desconheço, na base de muito gesto foi que saí ilesa e sem pagar o “resgate” das malas. Em Bali passei por um sufoco parecido, mas já sabendo desses truques, quando percebi que alguém estava  tentando pegar a mala da minha mão fiz sinal para os seguranças do aeroporto.

– Em Melbourne, taxistas não gostam de fazer nem corrida muito longa nem muito curta. Por questões de segurança eu já quis fazer corrida curta,  porém tive que pagar uma boa gorjeta para que aceitassem me levar.

– Na Jamaica, aprendi rapidinho que antes de entrar no taxi era melhor fazer uma tomada de preços com pelo menos três profissionais. Eles adoram perguntar “quanto você quer pagar?” – então vale à pena perguntar para os locais qual o valor justo antes de ir falar com os motoristas. Com estas simples medidas, a economia chegou a mais de 50% na maioria dos casos.

– Em Cuba, a dona da hospedagem onde ficamos sempre nos falava quanto sairia a corrida, e nos instruiu a sempre procurarmos por taxistas longe de pontos turísticos para pagarmos um preço “justo”.

Tenho várias histórias dessas, mas elas são todas muito parecidas, apenas mudam de endereço. Felizmente saí (quase) ilesa de (quase) todas elas. O que fez a diferença sempre foi a busca de informações e experiência.  Se você não tem a experiência, procure quem tenha, pergunte no hotel quanto deve sair a corrida e qual a melhor rota.

Lamentavelmente, não é só em Porto Alegre que taxista tenta tirar vantagem de desavisados; a diferença é que aqui isto vira notícia porque não estamos acostumados a receber grandes volumes de turistas. Falo tudo isso não por achar tudo muito “normal”, mas sim para que sirva de alerta a quem vem para a Copa, pois a história se repetirá – aqui e na cidade mais perto de você.

 

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